quarta-feira, 4 fevereiro , 2026
InícioAstronomia3I/ATLAS: o visitante interestelar que está quebrando todas as regras do Sistema...

3I/ATLAS: o visitante interestelar que está quebrando todas as regras do Sistema Solar

Prepare-se: o cosmos acaba de mandar um mensageiro que desafia cada expectativa que tínhamos sobre nosso cantinho estelar. O objeto 3I/ATLAS não é “só mais um cometa” — é uma visita de fora do nosso Sistema Solar, com comportamento que está obrigando cientistas a revisar livros-texto. E enquanto isso, as grandes agências espaciais se mobilizam em nível global.


O que é o 3I/ATLAS e por que ele importa

O 3I/ATLAS, também designado C/2025 N1 (ATLAS), foi descoberto em 1º de julho de 2025 pelo projeto Asteroid Terrestrial‑impact Last Alert System (ATLAS), no Chile. (NASA Science)
Desde então ficou claro: sua trajetória é hiperbólica — ou seja, não está ligado gravitacionalmente ao Sol, veio de fora e vai embora. (NASA Science)
Ele se aproxima do Sol, vai “dar o passeio”, e segue viagem para o espaço interestelar.

Por que “quebrando regras”

  • Velocidade altíssima: estimada em cerca de 60 km/s em relação ao Sol, o que está bem além do tipo de órbitas típicas de cometas e asteroides que conhecemos. (assets.science.nasa.gov)
  • Grande, ativo e com composição surpreendente: observações do telescópio James Webb Space Telescope (JWST) apontam para uma coma dominada por CO₂, algo raro e que indica condições de formação bem diferentes das cometas “normais”. (arXiv)
  • Origem inesperada: vem da direção da constelação de Sagitário, próximo ao centro galáctico, o que levanta hipóteses sobre sua história e trajetória. (Wikipedia)
  • Não representa perigo para a Terra — mas isso só torna o espetáculo ainda mais limpo para estudo científico sério. (NASA Science)
  • PERFEITO PARA INICIANTES: Telescópio fácil de montar e usar, ideal para quem está começando na astronomia e deseja explo…
  • ÓPTICA DE QUALIDADE: Sistema óptico com lente objetiva de 50mm oferecendo imagens nítidas e claras do céu noturno
  • ACESSÓRIOS INCLUSOS: Conjunto completo com três oculares intercambiáveis para diferentes magnificações e observações

A operação global: NASA, ESA (e o fantasma da United Nations?)

Uma imagem profunda do cometa interestelar 3I/ATLAS capturada pelo Gemini Multi-Object Spectrograph (GMOS) em Gemini Sul em Cerro Pachón no Chile, uma metade do Observatório Internacional Gemini, parcialmente financiado pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA (NSF) e operado pelo NSF NOIRLab. A imagem mostra a ampla cabeleira do cometa — uma nuvem de gás e poeira que se forma ao redor do núcleo gelado do cometa à medida que se aproxima do Sol — e uma cauda que se estende por cerca de 1/120 de grau no céu (onde um grau é aproximadamente a largura de um dedo mindinho em um braço estendido) e apontando para longe do Sol. O 3I/ATLAS é apenas o terceiro visitante interestelar confirmado em nosso Sistema Solar. As exposições rastrearam o cometa enquanto ele viajava pelo céu, e a imagem final é composta para congelar as estrelas no lugar durante a observação. Duas pequenas trilhas coloridas de asteroides não relacionados com um movimento diferente daquele do cometa também podem ser vistas. Estas observações do Cometa 3I/ATLAS foram realizadas durante o programa Shadow the Scientists, organizado pelo NSF NOIRLab. A gravação completa da sessão pode ser encontrada aqui.

Embora não haja confirmação pública de uma “operação conjunta da ONU”, o cenário mostra forte cooperação internacional entre as agências espaciais — e há boas pistas de que governos e organizações globais passaram ao modo “alerta e estudo”.

  1. A ESA, através de seu Near-Earth Object Coordination Centre (NEOCC) da agência, disponibilizou rapidamente observações do 3I/ATLAS em julho de 2025. (Agência Espacial Europeia)
    • O comunicado da ESA mencionou que o objeto “seguia uma trajetória hiperbólica” e era o terceiro interstelar confirmado — após 1I/ʻOumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019). (Agência Espacial Europeia)
    • Nessas circunstâncias, a ESA passou a destinar tempo de telescópio dedicado e coordenado internacionalmente para observação.
  2. A NASA, por seu lado, publicou em seu portal “NASA Science” uma página detalhando o 3I/ATLAS — sua descoberta, monitoramento e planos de observações múltiplas com seus ativos espaciais (como o telescópio Hubble e JWST). (NASA Science)
    • Isso deixa claro que a agência considera o objeto como prioridade de ciência: não apenas risco, mas oportunidade única.
  3. Quanto à participação da ONU: não há anúncio oficial de uma “missão da ONU” específica para o 3I/ATLAS. No entanto, considerando que muitos tratados espaciais, monitoramento de asteroides e procedimentos de defesa planetária envolvem estruturas que caem sob o guarda-chuva da ONU (como o Comitê de Usos Pacíficos do Espaço Exterior), é razoável que haja alguma coordenação diplomática ou institucional em segundo plano.

Por que essa cooperação importa?

  • O 3I/ATLAS oferece uma janela rara para estudar matéria de fora do nosso sistema solar — entender sua composição, seu mecanismo de saída de outro sistema estelar, as condições de formação.
  • Observá-lo requer rede global: telescópios terrestres, satélites, diferentes agências compartilhando dados, tempos de observação, afinidade entre instrumentos.
  • Em longo prazo, essas experiências fortalecem os protocolos de “eventos espaciais inesperados” — úteis caso algum objeto interstelar seja mais próximo ou mais ameaçador.
  • Se a ONU ou alguma estrutura global participar formal ou informalmente, isso marca um passo para “governança espacial” internacional mais robusta — não apenas exploração, mas vigilância, ciência compartilhada e transparência.

O que já sabemos — e o que ainda está aberto

Já sabemos:

  • O 3I/ATLAS foi descoberto no Chile pelo ATLAS em 1/7/2025. (NASA Science)
  • Está confirmado como objeto interestelar (terceiro conhecido). (Space)
  • Surge de uma direção e trajetória incompatível com objetos formados no Sistema Solar. (assets.science.nasa.gov)
  • Já se observou atividade de coma, emissão de gases (CO₂ e H₂O) em proporções incomuns. (arXiv)
  • Não representa risco de impacto com a Terra; a mínima aproximação à Terra será de cerca de 1,8 AU. (NASA Science)

Ainda aberto / mistério:

  • Origem precisa: de que sistema estelar veio, em que tipo de ambiente foi formado, que idade tem?
  • Tamanho exato do núcleo: estimativas variam. (NASA Science)
  • Precisamente qual a composição (além do CO₂ e atividade de H₂O) e as implicações dessa composição. Por exemplo: por que tanto CO₂? O que isso diz sobre o ambiente em que se formou?
  • Comportamento dinâmico detalhado: haverá surpresas conforme ele passa próximo do Sol e depois segue viagem — novas observações podem revelar mais.

Artigos Relacionados
- Publicidade -

Artigos Populares